postado por Rayanne Danielly em 07 novembro 2012

Resenha: sangue quente

    R é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros.
   Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade.
   Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro.
 Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.
   Então vamos lá,
   Sangue quente foi um livro um pouco diferente dos que eu estou acostumada a ler, por que ele fala de zumbi que não é muito a minha praia, mas eu me apaixonei pelo ''R'', não tem como não gostar dele né!

Mas o que me deixa mesmo triste é esquecermos nossos nomes. Isso me parece ser a coisa mais trágica de tudo. Sinto falta do meu e lamento pelos
outros, porque gostaria de amar todos, mas não sei quem são eles. 
   A escrita tão também e um pouco diferente da que eu estou acostumada a ler, porque a maioria dos livros que eu lei  é de autores mulheres e o Isaac Marion mostra um ponto de vista diferente do que eu estou acostumada, ele transformou o tema ''zumbis'' em uma coisa nova sem perder o que a originalidade, eu acho que foi por isso que eu gostei tanto.
   Logo de cara da para ver que que o livro não é mais um livro de zumbis como qualquer outro pois que narra a história é o ''R'', a cabeça dele é um mar de pensamentos que com o desenvolvimento do livro vai se tornado cada vez mais intenso, o que no começo não tinha perspectiva se torna um universo de possibilidades ele filosofa sobre o mundo e sobre sua condição de zumbi.
   O que mais me marcou neste livro foi as reflexões sobre o mundo que se passam na cabeça do R, que faz agente para pensar.

Como isso começou? Como nos tornamos o que somos? Será que foi um
vírus misterioso? Raios gama? Uma maldição antiga? Ou algo mais absurdo ainda? Ninguém fala muito disso. Nós estamos aqui e é assim que as coisas são. Não reclamamos. Não fazemos perguntas. Apenas fazemos o que temos de fazer.
Tem um abismo entre mim e o mundo lá fora. E um buraco tão largo que meus sentimentos não conseguem atravessar. Quando meus gritos conseguem chegar do outro lado, eles já se transformaram em grunhidos.
  Então Sangue Quente foi um dos melhores livros que eu li este ano, ele fala de mudança, de esperança, de fé, é diferente e emocionante, nunca pensei que ia gostar tanto de um zumbis quanto gostei de R.
Para que não leu ficar dica Sangue quente é um excelente livro.

Nicholas Hoult


  Ano que vem será lançado o filme sobre o livro que tem data de lançamento dia 01 de fevereiro.

  E no elenco esta Teresa Palme (Julie), Nicholas Hoult (R), Malkovich, Rob Corddry, Analeigh Tipton, Lizzy Caplan, Dave Franco, Cory Hardrict, Justin Bradley, Ayisha Issa e Tod Fennell.



1 comentários:

  1. Aiii...

    Eu li a sua resenha, mas eu fico com um pé na frente e outro atrás quando se trata de romances com zumbis. Nunca li nenhum livro e fico com medo de perder tempo.

    Você disse que teve muita reflexão e agora estão lançando o filme...

    Talvez eu dê uma oportunidade... não sei...


    Abraços


    Gláucia - www.eassimestaescrito.blogspot.com

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